PT quer protagonismo no Estado e sonha em liderar Frente Popular


O encontro do ex-presidente Lula (PT) com o governador Paulo Câmara (PSB), no último domingo, foi simbólico. Foi a primeira agenda do líder petista em Brasília, revelando a importância da aliança para o projeto do presidenciável. Com as conversas avançando nacionalmente, petistas defendem que o partido tenha um papel de destaque nas eleições em Pernambuco, visando reforçar o projeto majoritário nacional. 

No encontro, o ex-presidente reafirmou que quer um palanque único e forte no Estado, descartando a possibilidade de dividir o seu apoio em dois candidatos distintos ao Palácio do Campo das Princesas. Com essa orientação, dois espaços estão na mira dos petistas pernambucanos: o Senado e Governo. Sem um nome oficial do PSB para a disputa, as conversas em Brasília não deixaram de lado a possibilidade do governador Paulo Câmara (PSB) disputar o Senado e o PT encabeçar a chapa para o Governo. “É uma questão que está sendo amadurecida.

O PSB tem a prerrogativa de indicar, mas não tem um nome posto hoje porque o nome natural, que é (o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico) Geraldo Julio, tem declinado. Portanto, todos os partidos tem legitimidade de se apresentar e estamos à disposição”, avalia o deputado federal Carlos Veras (PT).

O parlamentar defende o nome do senador Humberto Costa (PT) como uma alternativa para a disputa e compara com o cenário de 2018, quando Paulo e o petista compuseram a chapa da frente. Humberto vem se mostrando um interlocutor ativo tanto de Lula quanto de Câmara, exercendo um papel estratégico na formação da aliança. Contudo, até mesmo o petista mais otimista admite que dificilmente os socialistas vão abrir mão de liderar a sucessão no Estado em 2022.

Opções para a Casa Alta
Caso o PT fique com a vaga para o Senado da Frente Popular, alguns nomes estão sendo cotados. O presidente estadual do PT, Doriel Barros, e o deputado federal Carlos Veras se destacam pela boa relação com o governador Paulo Câmara. Já o ex-secretário Dilson Peixoto (PT) tem boa aceitação entre os socialistas. A deputada Marília Arraes (PT) é lembrada por aliados, mas a construção para viabilizar seu nome é vista como trabalhosa.


Fonte: Folha PE