Luciano Bivar não crê no retorno de Bolsonaro ao PSL

 


Com a proximidade da corrida eleitoral de 2022, partidos têm organizado possíveis alianças e sondado lideranças para concorrer ao pleito. Diante do cenário, o presidente nacional do PSL, deputado federal Luciano Bivar, afirmou, ontem, que não acredita no retorno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deixou a legenda em 2019, para disputar a reeleição da presidência da República. Apesar do namoro entre o chefe do Executivo e o partido, Bivar ressalta que tem estudado uma possível candidatura própria nas eleições para o Palácio do Planalto, com perfil que respeite as instituições e siga a agenda liberal de acordo com os princípios do PSL.

Bivar disse que Bolsonaro tem a “sua linha” e por isso, cria uma dificuldade de compatibilizar o objetivo do partido com a do presidente. Além disso,  o parlamentar pernambucano reforçou que o partido não quer repetir o papel de coadjuvante,  como ocorreu nas eleições de 2020. 

“Nós não somos intratáveis, tá certo? Mas o presidente tem a sua linha. E eu não acredito que o presidente saia da sua linha. Eu não acredito”, destacou.

“Uma coisa é certa: o PSL, a exemplo do que aconteceu em 2018, não será coadjuvante. O PSL vai ter sua opinião própria em relação ao nosso país. Tem muitas coisas em 2018 que efetivamente não foram atendidas. E nós esperamos que em 2022 o PSL tome um partido de uma candidatura que venha a atender aquilo que não atendeu em 2018. As coisas que ficaram mais para trás. Esse é o sentimento que paira no partido”, afirmou Luciano Bivar.

O deputado federal ainda salientou que o PSL ainda não definiu se terá uma candidatura própria para disputar a presidência da República, mas pontuou que é uma possibilidade estudada por ele e pelo partido. Bivar deixou claro que se houver um candidato do PSL, ele terá de seguir e cumprir as ideais da sigla. “A gente luta pelo ideal, não pela fulanização. Certo? O partido é impessoal, formado por ideias, por objetivos dentro do que a sua totalidade entende  que seja melhor para o país. Isso é o nosso norte. O PSL acha-se, pela condição em que está hoje, de não ser coadjuvante em 2022. Isso não vai ser”, explicou Bivar.

A chance de ter uma candidatura a vice também não é descartada. Porém, as discussões vão ser iniciadas apenas no final de abril junto com os correligionários, para tomar a melhor decisão para o partido e para o Brasil. “Pode ter uma candidatura própria. É uma discussão que nós vamos fazer muito em breve. Uma discussão preliminar vamos ter na próxima quarta-feira (28) e vamos ter uma maior com todos os que ingressaram no partido. Com o governador do Tocantins. Como os novos diretórios que foram formados, o do Amapá, também no Maranhão, pelos novos diretórios que estão sendo formados. Então, vamos ter uma discussão ampla, com todas essas pessoas, para saber o que nós vamos fazer efetivamente”, explicou.

O presidente Bolsonaro se desfiliou do PSL em 2019 para criar um novo partido chamado Aliança pelo Brasil. Na última segunda-feira, Bolsonaro afirmou que deve escolher um novo partido para concorrer às eleições de 2022 até o fim de abril como prazo para definir a questão, já que o Aliança pelo Brasil não ficará pronta a tempo das eleições. Desde o segundo semestre do ano passado, Bolsonaro vem conversando com correligionários do PSL para viabilizar sua volta ao partido, mas também tem trocado conversas com outros partidos.

Fonte: Folha PE