sexta-feira, 8 de março de 2019

Polícia Civil monta unidade móvel para atender vítimas de 'agulhadas'

Unidade móvel da Polícia Civil está instalada no Hospital Correa Picanço, na Tamarineira

"Fui furada por agulha duas vezes, uma no tórax e outra no braço. Não recomendo isso pra ninguém, a sensação de angústia é muito ruim", relatou Carla* que disse sentir muita dor no braço após a agulhada.

Segundo o Chefe da Polícia Civil, Joselito Kherle, as vítimas que foram picadas devem procurar a Unidade Móvel da Polícia Civil instalada no Hospital Correia Picanço, na Tamarineira, Zona Norte do Recife. A unidade está apenas aguardando a ligação da energia. Por enquanto há uma viatura disponível para as vítimas serem levadas à Central de Plantões da Capital (Ceplanc) para registrarem o Boletim de Ocorrência e fazerem o retrato falado.

“As vítimas que conseguiram visualizar o/os suspeitos, devem procurar a Unidade Móvel para fazer o Retrato Falado para ajudar a Polícia Civil a identificar o/os suspeitos”, informou, Joselito Kherle.

O inquérito sobre o caso foi instaurado desde o sábado (2) pela Ceplanc, mas até o momento, de acordo com Joselito Kehrle, nenhuma das vítimas fez o registro. “Em Pernambuco não há nenhum registro até o momento deste tipo de ocorrência”.

A unidade móvel ficará instalada no Hospital Correia Picanço até que ainda haja pessoas procurando a Polícia Civil para fazer os registro e retratos falado.

O Hospital Correia Picanço é referência estadual no tratamento de doenças infecto-contagiosas. Localizado no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife, tem recebido uma alta demanda de pessoas em busca de fazer o exame de profilaxia, uma vez que várias pessoas foram furadas por agulhas neste Carnaval.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES) é fundamental procurar um hospital durante um prazo máximo de três dias. "O mais recomendado é tomar com duas horas após a exposição e o tempo limite é 72 horas".

O último balanço de secretaria registrou 108 ataques por agulha às pessoas do último sábado (4) até esta quinta-feira (7). “Na primeira vez foi na Pitombeira, no fim da tarde. Na segunda vez foi na rua do Bonfim, já de noite”, conta Carla*, se sentindo angustiada.

As vítimas que não querem se identificar relatam que as picadas ocorreram durante períodos de bastante aglomeração. “Inicialmente eu achei que era cigarro ou alguma fantasia pontiaguda, mas ao ver na mídia sobre os casos, resolvi procurar e fazer o exame logo”. Os casos ocorreram tanto no Recife, no Marco Zero, como em Olinda.

*nome fictício


FONTE: FOLHA PE