'Crimes eleitorais não têm penas tão altas e podem prescrever mais rápido', diz procurador



O programa Folha Política da Rádio Folha (FM 96,7) entrevistou, nesta terça-feira (12), o procurador do Ministério Público de Contas, Cristiano Pimentel. Ele comentou sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (13), para decidir se os processos de corrupção e ‘caixa 2’ no financiamento de campanhas ficam na Justiça Comum ou vão para a Eleitoral. 

Procuradores da Lava Jato e outros membros do Ministério Público defendem que o envio dos casos à Justiça Eleitoral, não especializada em ações criminais, tem dado margem a maior ocorrência de impunidade. O processo que deu margem ao julgamento começou no Rio, envolvendo o deputado federal Pedro Paulo (MDB), mas a decisão impactará todos os outros.

"Hoje a Justiça eleitoral não está preparada para julgar esse tipo de investigação. Isso pode gerar impunidade, pois vemos vários casos que prescrevem por prescrição, até porque os crimes eleitorais não têm penas tão altas e podem prescrever mais rápido", argumentou o procurador.




FONTE: FOLHA PE