Lado de fora do Maracanã tem confusão após decisão por portões fechados

A polícia atirou bombas de efeito moral em direção aos torcedores que se aglomeravam nos arredores do Maracanã - alguns tentaram invadir o estádio.

Uma confusão marcou os minutos que antecederam a final da Taça Guanabara entre Vasco e Fluminense neste domingo (17). Tão logo a Justiça determinou os portões fechados para a partida, a polícia atirou bombas de efeito moral em direção aos torcedores que se aglomeravam nos arredores do Maracanã - alguns tentaram invadir o estádio.

No fim da noite do último sábado (16), a Justiça decidiu fechar os portões com receio de que a briga nos bastidores pudesse inflamar ainda mais os ânimos dos torcedores. Faltando duas horas para a partida, contudo, o Vasco assumiu o risco de pagar uma multa de R$ 500 mil após reunião na Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) e bancou a realização da partida com as torcidas presentes.

Ao chegar ao estádio, os torcedores encontraram os portões fechados por uma decisão do JECrim (Juizado Especial Criminal). Centenas de vascaínos se aglomeraram ao redor do Maracanã esperando a decisão.

A poucos minutos do início do jogo, a Justiça determinou de maneira definitiva a realização com portões fechados.

As bombas eram ouvidas de dentro do estádio do Maracanã, que acompanhava um Vasco e Fluminense sem torcedores.

Em entrevista ao SporTV, o presidente do Vasco, Alexandre Campello, já dizia temer por violência caso o jogo fosse realizado sem torcida. "O que nós temos visto é um Maracanã com número enorme de torcedores em fila esperando a entrada e isso (portões) não foi aberto. Temo que isso seja um estopim para um acontecimento bastante desagradável, com violência, tudo mais".



FONTE: FOLHA PE