quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Secretário Gilberto Freyre Neto quer atuar como conciliador na área de Cultura

Experiente em gestão cultural, o administrador Gilberto Freyre Neto fala sobre os desafios e metas em frente à pasta de Cultura

A Secretaria Estadual de Cultura passa a ser comandada por Gilberto Freyre Neto, que tem uma longa história pessoal e familiar ligada ao setor. Aos 45 anos, e com bom trânsito nos segmentos político e empresarial, ele afirma que recebeu carta branca do governador Paulo Câmara (PSB) para, com total liberdade, negociar saídas que possibilitem ao Estado viabilizar a continuidade de suas políticas culturais.

"Tenho certeza de que será possível negociar com o governo federal. Não dá para ignorar a riqueza imensa que é o patrimônio cultural de Pernambuco, que precisa ser estimulado e salvaguardado", disse ele à reportagem da Folha de Pernambuco, ao ser questionado sobre possíveis retaliações do recém-empossado presidente Jair Bolsonaro ao fato de Paulo Câmara ter apoiado seu adversário Fernando Haddad (PT), nas últimas eleições.

Freyre Neto destacou que seu grande desafio será, realmente, a questão financeira. Além da crise econômica que afeta o País como um todo e da extinção do Ministério da Cultura, o novo presidente já sinalizou modificações em todo o sistema de recursos voltados para o setor - inclusive a Lei Rouanet, que beneficia diversos projetos e eventos locais.

O novo secretário afirmou que irá prezar pelo bom uso dos recursos públicos e prometeu prezar pelo diálogo e aproximação com a classe artística (foco de conflitos especialmente no que diz respeito a pagamentos atrasados de cachês). "Minha meta é funcionar como intermediador, descentralizando os processos e incentivando os diálogos, as parcerias, a formação de redes. Vamos trabalhar em parceria com bancos, empresas e instituições", adiantou.

Trajetória

O novo secretário substitui a professora Antonieta Trindade, que ocupava o cargo desde outubro passado. Administrador de empresas com especialização em gestão cultural pela escola francesa AGECIF, Gilberto Freyre Netotem experiência em projetos ligados à economia criativa, à conservação de bens e acervos, produção cultural, gastronomia e turismo. Foi coordenador de projetos especiais da Fundação Gilberto Freyre e participou da implantação e gestão do Museu Cais do Sertão, no Recife Antigo.

Entre as áreas nas quais pretende investir, ele citou a salvaguarda material e imaterial, com valorização dos mestres, das manifestações e dos museus e outros equipamentos históricos. "Quero levar a Secretaria de Cultura para todos os locais de Pernambuco, e explorar o maior número de temas possível", declarou, frisando que não pretende ter um papel político frente à pasta, e sim, técnico.




FONTE: FOLHA PE