Grupo ateia fogo em creche em 21º dia de ataques no Ceará

A creche foi afetada pelos ataques no estado na noite dessa segunda

Os ataques criminosos no Ceará chegaram ao 21º dia seguido com a explosão de uma bomba, na madrugada desta terça-feira (22), em uma subestação da Enel, companhia energética do estado, em Fortaleza.

Na noite dessa segunda-feira (21), no município de Caucaia, na região metropolitana cearense, criminosos atearam fogo em uma creche. De acordo com informações oficiais, o ataque à subestação, no bairro Vila Pery, ocorreu aproximadamente às 3h. Moradores da localidade tiveram o fornecimento de energiacomprometido. A situação já foi normalizada.

Às 22h30 desta segunda-feira, a creche Maria Corina Arruda teve uma sala e um cômodo que fica na parte dos fundos do imóvel destruídos pelo fogo após os ataques. As chamas atingiram materiais escolares, alimentos, armários e cadeiras.

Homens do Corpo de Bombeiros estiveram no local e a situação foi controlada.
Em menos de 24 horas, o Governo do Ceará registrou ataques a três escolas. Na segunda-feira (21), outros dois colégios foram alvo da onda de violência.

Um caminhão de coleta de lixo também foi incendiado por volta das 18h dessa segunda-feira. A ação ocorreu no bairro de Papicu, em Fortaleza.

A polícia conseguiu prender quatro pessoas, incluindo um adolescente. Também na tarde dessa segunda, a Polícia Militar comunicou que os 150 policiais militares da reserva, que reforçam a segurança em Fortaleza, estão atuando no policiamento de prédios públicos, guarda de quartel e fiscalização do serviço policial.

Não foi divulgado o efetivo de aposentados empregados no interior do estado.
Os ataques contra o patrimônio público e privado no Ceará tiveram início no dia 2 de janeiro. Até o momento, foram detidas 404 pessoas por suspeita de envolvimento nos crimes.

Há o registro de 228 ataques em 48 cidades. A onda de violência começou após o Governo do Ceará implantar a Secretaria de Administração Penitenciária para colocar em prática medidas de endurecimento contra os detentos.



FONTE: FOLHA PE