Aids: cai 16,5% taxa de mortalidade no Brasil em quatro anos; Recife também tem queda

Segundo dados oficiais, o país passou de contabilizar 5,7 mortes por 100.000 habitantes em 2014 para 4,8 mortes devido à síndrome em 2017

O Brasil registrou uma redução de 16,5% na taxa de mortalidade por Aids nos últimos quatro anos, informou o Ministério da Saúde nesta terça-feira (27), apresentando seu boletim epidemiológico anual. Segundo dados oficiais, o país passou de contabilizar 5,7 mortes por 100.000 habitantes em 2014 para 4,8 mortes devido à síndrome em 2017. O número de casos detectados também diminuiu, passando de 21,7 por 100.000 habitantes em 2012 para 18,3 casos em 2017.

No Recife, a taxa de mortalidade por Aids passou a contabilizar 7,7 por 100.000 habitantes em 2017. A taxa apresenta queda nos últimos anos: em 2015, pontuou 11,0 mortes por 100.000 habitantes e, em 2016, a taxa foi de 10,2.

O Brasil vem massificando o acesso ao tratamento desde 2013, o que, na opinião das autoridades de saúde, explica a redução, juntamente com outros fatores como o aumento da distribuição de exames e a diminuição do tempo entre o diagnóstico e o início da assistência médica. De 1980 a junho de 2018, o País registrou 926.742 casos de Aids, o equivalente a uma média de 40.000 novos diagnósticos por ano. No entanto, anualmente, a série histórica está em declínio desde 2011.

A região Sul do País apresenta o maior número de diagnósticos de Aids (24,7/100.000 habitantes), enquanto o Nordeste, mesmo com um ligeiro aumento desde 2016, mantém a menor taxa de detecção (15,7/100.000 habitantes). Do total de novos diagnósticos em 2017, 40,1% são brancos, 73% são homens e a maioria entre 15 e 39 anos.

Em 2017, foram registrados 11.463 óbitos por causa da Aids, e a maior taxa também correspondeu à região Sul (6,4/100.000 habitantes), superando a média nacional. O boletim oficial também relatou uma redução de 43% na taxa de transmissão do HIV durante a gravidez em uma década, de 3,5 casos por 100.000 habitantes em 2007 para 2 em 2017. Dados do Ministério da Saúde estimam que 84% das pessoas infectadas com o vírus são diagnosticadas no Brasil e a maioria delas está em tratamento.


FONTE: FOLHA PE