Avanços e retrocessos nas estradas de Pernambuco

Pesquisa da CNT aponta que há dois extremos nas rodovias que cortam o estado, entre o que melhorou e o que ficou pior. Estudo foi feito em 35 rodovias

Pesquisa sobre as rodovias em Pernambuco, divulgada ontem pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra dois extremos. Quando comparadas informações deste ano com as do ano passado, nota-se um crescimento de quilômetros em boa situação. Eram 1.193. Saltaram para 1.377 neste ano. 

Em números relativos, um avanço de quase de cinco pontos. O estudo, em contrapartida, verificou um aumento de quilômetros em péssimas condições, que passaram de 495 quilômetros para 601. Os contrastes estão nas 35 rodovias federais e estaduais.

As estradas sob jurisdição federal obtiveram mais da metade dos 18 conceitos “ótimo” atribuído pela pesquisa nos itens estado geral, pavimento, sinalização e geometria. No topo do ranking federal está a BR-235, com a nota máxima em três dos quatro aspectos avaliados. A exceção foi em sinalização, com conceito bom. Mas, convenhamos, a pesquisa analisou apenas seis quilômetros da BR-235. 

Na mais extensa das rodovias vistoriados, a BR-232, com 574 quilômetros percorridos, o nível bom foi atribuído ao estado geral e o ótimo ao pavimento. Em contrapartida, os outros dois – sinalização e geometria – mereceram regular, o que não é de difícil entendimento. Ao trafegar em trechos como o entre Cruzeiro do Nordeste, em Sertânia, e Sítio dos Nunes, a sinalização é quase inexistente. A BR-101 teve quatro “bons”.

A grande maioria dos conceitos “ruim” e “péssimo” está nas rodovias estaduais. E o preocupante é que o estudo contabilizou um aumento da degradação de 2017 para 2018. Antes eram 460 quilômetros classificados como péssimo, enquanto neste ano se chegou a 591 quilômetros, representando 58,9% da malha.

Nove dessas estradas tiveram todas as notas dentro dos parâmetros ruim e péssimo. Foram as PE-096, PE-126, PE-130, PE-177 e PE-275. Os 66 quilômetros avaliados PE-275, no Sertão, foram considerados em estado péssimo em sinalização, estado geral e geometria. Ao longo da estrada, os técnicos se depararam com buracos e rachaduras no asfalto em excesso. Situação também encontrada na PE-130, no Agreste. Por outro lado, a PE-009, em Ipojuca e no Cabo de Santo Agostinho, se destacou entre as rodovias que cruzam o estado. Os seus 23 quilômetros receberam conceito máximo nos itens listados. Uma exceção entre as 35 estradas avaliadas em Pernambuco.



FONTE: DIÁRIO PE