Haddad sobe em PE e desafio do PSB é colar ele em Paulo

Presidenciável petista cresceu cinco pontos. Governador manteve percentual

Em relação à medição de agosto, a terceira rodada da pesquisa Folha de Pernambuco/Ipespe aponta crescimento de cinco pontos do presidenciável, Fernando Haddad. Na amostra anterior, ele não havia tido ainda sua candidatura lançada formalmente e fora citado no questionário acompanhado da seguinte informação: “apoiado por Lula”. Na pesquisa atual, essa referência não é feita e ele alcança 32% (tinha 27%) da preferência dos pernambucanos. 

Figura à frente de Jair Bolsonaro, que tem 17% (tinha 14%) e de Ciro Gomes, com 12% (tinha 9%). Quem sofreu queda foi Marina Silva. Ficou com 7% (tinha 15%). Atrás dela, aparece Geraldo Alckmin com 5% (tinha 5%). Nos dias que a pesquisa foi a campo, entre 22 e 23 de setembro, Haddad cumpria intensa agenda, em Pernambuco, ao lado de Paulo Câmara. 

O socialista, no entanto, na aferição desta rodada referente aos candidatos ao Governo do Estado, divulgada anteontem, oscilou na margem de erro, marcando 36% (tinha 35%). Embora tenha mantido vantagem de 10 pontos sobre Armando Monteiro, com 26% (tinha 25%), Paulo não apresentou crescimento. 

Outras pesquisas também sinalizaram para essa interrupção na curva ascendente. Na Frente Popular, o desafio, agora, é vencer o desconhecimento do governador, enquanto candidato de Haddad e do ex-presidente Lula. Na campanha do socialista, ainda se identifica "confusão" sobre quem é o candidato de Lula no Estado. Restam 12 dias.

Qualquer semelhança

O governador Paulo Câmara diz ver "movimentos, em 2018, muito próximos de 2014, onde a gente teve uma linda vitória no 1º turno”. Ele observa que, no caso de candidatos mais conhecidos, “é o período final da campanha que mostra o caminho que a gente vai encontrar”.

Estacionamento > “Em 2014, a gente também passou um período um pouco estacionado ao longo de setembro. Nos últimos 10 dias, 15 dias, é que há, realmente, uma definição maior de muita gente ainda indecisa”, compara Paulo Câmara. As considerações foram feitas em entrevistas à Rádio CBN, ontem.

Não faria > Indagado se, podendo voltar atrás, gravaria de novo o vídeo, divulgado pelo Planalto, em maio de 2017, no qual ele defendia a necessidade de uma reforma trabalhista, Paulo devolve: "Não". E explica: "Não, porque foi um foi vídeo editado. Eu falava de forma genérica da necessidade de reformas. Nunca apoiei essa reforma do presidente Temer".

Tiracolo > No debate realizado pela Rádio Liberdade, em Caruaru, o senador Armando Monteiro já havia resgatado essa fala de Câmara sobre a Reforma Trabalhista, gravada no Planalto. Anteontem, no debate da TV Jornal, carregava a transcrição da mesma.

Diria ao... > Armando tem cobrado "liderança", "autoridade" e "comando" no Governo de Pernambuco. Indagado se, ao eleitor, se definiria como um líder, assinala: "Eu tenho experiência na vida legislativa, exerci liderança no Congresso, fui bem avaliado como deputado e senador, presidi entidades naconais por eleição. Presidi a CNI, o Senai e o Sesi, por eleição, não foi por nomeação, e fui ministro de Estado. Acho que acumulei experiência".

...eleitor > O petebista, durante o programa Roda Viva Pernambuco, prosseguiu: "Criamos um grupo que, hoje, reúne todas essas lideranças. Eu acho que minha vida tem demonstrado e que eu me coloco, não com pretensão de me autoproclamar um líder iluminado, mas como alguém que se coloca e que vem tendo protagonismo na vida política de Pernambuco".


FONTE: FOLHA PE