Goiana: Audiência marca luta em defesa da Hemobras

Em reação imediata à tentativa do governo federal de promover o esvaziamento da fábrica da Hemobras de Goiana, na Mata Norte do Estado, com a construção de unidade similar no sul do País, lideranças políticas e sindicais realizarão audiência pública para protestar contra a iniciativa. O ato ocorrerá no próximo dia 27, às 9h, na Câmara Municipal de Goiana e estão sendo convocados prefeitos e vereadores da região, bem como representantes de vários setores da sociedade civil organizada.

O ato, denominado Audiência Pública em Defesa da Hemobras, está sendo coordenado pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa, pela deputada estadual Tereza Leitão, pelo vereador Del do Bode e pelo Partido dos Trabalhadores no município.

Localizada em uma área de 48 mil metros quadrados, tendo recebido, até agora, investimentos federais de mais de R$ 1 bilhão e com a sua conclusão prevista para 2019, a fábrica da Hemobras, implantada há sete anos, nasceu de um projeto idealizado no governo do ex-presidente Lula quando Humberto era ministro da Saúde. A ideia do atual governo, através do titular da pasta, Ricardo Barros (PP-PR), é construir uma outra fábrica de hemoderivados na cidade de Maringá, no norte do Paraná. Na prática, um projeto esvazia o outro, uma vez que a nova unidade assumiria as funções hoje atribuídas à Hemobras. Maringá é o maior reduto eleitoral do ministro.

"Desmontar a Hemobras é só um pequeno exemplo da ação danosa e politicamente irresponsável do governo de Michel Temer, cuja palavra de ordem é dilapidar o patrimônio brasileiro e privilegiar aliados em desfavor da maioria dos trabalhadores. Mas, se ele pensa que não haverá reação, está muito enganado. Pernambuco vai se levantar contra esse absurdo", afirmou Humberto.

Para o líder da Oposição, as tratativas do atual ministro da Saúde também constituem uma ação política e uma retaliação do governo federal contra Pernambuco. "Tudo isto, ninguém se engane, faz parte de um projeto retrógrado que pretende fazer o Nordeste andar pra trás e voltar a ser marcado pela seca e pela fome", acrescentou Humberto Costa.

Fonte; Blog do Magno