Confira o resultado da primeira fase do concurso da PM

Foi divulgado na noite de segunda-feira (20) o resultado da primeira etapa do concurso para a Polícia Militar de Pernambuco. A lista dos aprovados está disponível no site da Universidade de Pernambuco (UPE), responsável pelas provas, que foram aplicadas no dia 29 de maio. Na quarta-feira (22), a instituição vai informar as datas e horários em que cada candidato fará o teste de aptidão física, em que consiste a próxima etapa.
Segundo o documento, foram convocados 7.108 candidatos. A organização esperava selecionar cerca de 6.000, porém muitos tiveram a mesma nota do 6.000º lugar. Ao todo, mais de 121 mil pessoas se inscreveram para disputar as 1.500 vagas disponíveis, de acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS). Na fase inicial da seleção, eram 81 concorrentes por vaga, quase o triplo da concorrência para o curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2014.
A partir do dia 27 de junho, os candidatos vão ser submetidos a um teste de aptidão física e, depois, vão passar por uma avaliação psicológica, que deve ser realizada entre 30 de julho e 10 de agosto. Por fim, vai ser feito um exame de saúde, previsto para o período que vai de 30 de setembro a 30 de outubro. O concurso tem validade de dois anos, podendo ser renovado a critério da SDS.
Fraude
No dia da realização da prova, 29 de maio, a Polícia Civil de Pernambuco desarticulou um grupo suspeito de tentar fraudar o concurso. De acordo com a corporação, a quadrilha tentou burlar o certame com a utilização de pontos eletrônicos para repassar gabaritos a uma pessoa que estava do lado de fora do prédio onde a prova era realizada. O grupo planejava atuar tanto na capital como no interior do estado. Ao todo, 13 pessoas foram presas, incluindo professores, candidatos e o líder do esquema.

Após a descoberta da fraude, um grupo de candidatos fizeram dois protestos pelas ruas do Recife, no início de junho. O ato, convocado nas redes sociais, pedia a anulação do certame por causa da tentativa da quadrilha de repassar gabaritos não oficiais a alguns dos candidatos por meio de pontos eletrônicos auriculares e transmissores em formato de cartão de crédito.
Segundo o delegado responsável pelo caso, João Gustavo Godoy, a quadrilha era chefiada por um dono de cursinho e, pelo uso do ponto, os beneficiados pagariam uma quantia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Caso obtivessem êxito na prova, os candidatos teriam que desembolsar R$ 30 mil.