quinta-feira, 12 de maio de 2016

Senado afasta Dilma com 55 votos a favor da admissibilidade do processo

A presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada do cargo por até 180 dias. Essa foi a decisão do Senado, após os discursos dos senadores sobre o relatório que pedia a abertura do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Foram 55 votos a favor da admissibilidade do processo e 22, contra.
Os discursos perduraram durante toda a quarta-feira (11), começando às 11h20, e se estenderam pela madrugada da quinta (12), com continuação até a manhã – quando ocorreu a votação, por volta das 6h30. Os parlamentares usaram quase todo o tempo que tinham direito, cerca de 15 minutos, para defenderem e repudiarem o atual governo.

O ex-presidente Fernando Collor de Melo (PTC), primeiro presidente da história no País a sofrer um impeachment, usou seu discurso para dizer que a história lhe reservou este momento. “Devo vivê-lo num estrito cumprimento de um dever”. Ao final do relato, o parlamentar não deixou claro seu posicionamento.
Em geral, a grande maioria dos senadores discursou em favor do impeachment de Dilma.
Segundo colocado nas eleições presidenciais, o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves disse que a atual crise econômica é a maior da história do País. “ Eu me lembro que nos últimos debates presidenciais alertava a senhora presidente das pedaladas fiscais que estavam sendo feitas”, relatou.
Em contraponto a maioria, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) criticou o processo e disse que: “o que está se promovendo aqui é um voto de desconfiança. Essa é uma decisão gravíssima”.
“Afastar um presidente se constitui num gravíssimo precedente. (…) O que se promoveu até agora foi um juízo eminentemente político”, afirmou.