Senador Fernando Bezerra Coelho deve assumir presidência nacional do PSB, no lugar de Carlos Siqueira

O senador Fernando Bezerra Coelho (FBC) deve ser eleito o próximo presidente nacional do PSB, no lugar de Carlos Siqueira, que assumiu o partido em meio a crise com a morte do ex-governador Eduardo Campos. Lulista, Roberto Amaral, então presidente, tentou levar o partido para o barco de Dilma, mas acabou sendo jogado ao mar. Ao ser eleito, Siqueira destacou que o PSB iria se engajar na campanha de Aécio Neves, mas que a aliança é circunstancial e programática.

Ex-ministro da Integração Nacional no governo Dilma entre 2011 e 2013, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) articula nos bastidores um retorno do partido para a base aliada do governo federal. 

Em São Vicente Férrer, FBC chegou a dizer que independência do PSB não iria perdurar. Neste momento, FBC já demonstrou força ao ajudar a transformar Fernando Coelho, seu filho, como líder do PSB na Câmara dos Deputados. Sob sua articulação, quatro dos seis senadores do PSB no Senado também não assinaram a CPI da Petrobras, retardando a implantação da iniciativa no Senado.

De acordo com aliados, FBC já conquistou o apoio das bancadas do Senado e da Câmara dos Deputados, além dos governadores, como Rodrigo Rollemberg, do DF, que assumiu o governo com o pires na mão.

Entre as lideranças, FBC já contaria com o aval de gente como Renato Casagrande. Não se sabe o que Paulo Câmara e Geraldo Júlio acham da costura nacional.

A chapa eleita no ano passado é formada por Carlos Siqueira na presidência da legenda; o então governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara, na vice-presidência; o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, na primeira secretaria nacional; o então governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, na secretaria geral e na Fundação João Mangabeira; o vice-governador eleito de São Paulo, Márcio França na tesouraria; além do atual líder da bancada na Câmara e vice na chapa presidencial de Marina Silva, Beto Albuquerque (RS), na vice-presidência de Relações Governamentais.

Sinais de rusgas com o governador de Pernambuco apareceram recentemente, na votação da Mesa da Câmara. Geraldo Júlio e Paulo Câmara apostaram suas fichas no deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que luta pela sobrevivência na disputa pela presidência da Câmara, com apoio declarado dos tucanos. Ocorre que perdeu para o candidato do PMDB, Eduardo Cunha. Depois deste episódio, sem acesso a Dilma, apenas a ministros, Paulo Câmara deixou-se fotografar ao lado de Lula, em São Paulo,

Movido pelo clima das eleições, o PSB deixou o posto de independente e assumiu o papel de oposição na Câmara. Mas os ventos no Congresso indicam que o partido parece estar a cada dia mais próximo de reembarcar no governo.

Na eleição da Câmara, integrantes da bancada do próprio PSB chegaram a ser acusados de tentar puxar o tapete de Júlio Delgado na liderança do partido. O deputado Fernando Filho teria disparado telefonemas pedindo apoio para assumir o cargo na próxima legislatura, com o esforço pessoal do pai. O pano de fundo da disputa mais uma vez era justamente a reaproximação do PSB com o governo da presidente Dilma Rousseff, conforme defendeu abertamente o ex-ministro Fernando Bezerra aqui no Blog.

O Palácio depois vazou que o governador Paulo Câmara (PSB) também participou do processo e fez ligações para a bancada do PSB na Câmara Federal, formada por 34 deputados, para garantir a vitória do parlamentar pernambucano.

Nesta sexta-feira, Paulo Câmara recebeu o prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, grande rival na política local e desafeto do grupo de FBC.

Fonte: Blog do Jamildo