População de baixa renda de Pernambuco vai pagar menos pela conta de luz

O grupo de trabalho designado pelo governador Paulo Câmara para acompanhar o processo de reajuste da conta de luz, previsto para o próximo mês de maio, propôs nesta sexta-feira (20) a manutenção do subsídio que já é dado aos consumidores de baixa renda.

A chamada “tarifa social” beneficia 1,2 milhão de famílias pernambucanas, o equivalente a 42% de todos os consumidores residenciais do Estado.

Segundo Paulo Câmara, em 2007 o então governador Eduardo Campos isentou as famílias de baixa renda da cobrança do ICMS da energia elétrica (27%) e o seu objetivo é beneficiar, de novo, essa parcela mais desprotegida da população. “São famílias que precisam de um olhar diferenciado”, disse o governador.

As modificações no regime de bandeiras tarifárias será o tema da audiência pública nº 006/2015, cujas contribuições foram recebidas ontem (20).

Sempre que for detectada a necessidade de acionamento em larga escala das usinas termelétricas – a partir da aferição do custo da energia despachada pela última usina no mês anterior – serão definidas as chamadas bandeira verde, amarela e vermelha.

Na bandeira verde, não haverá aumento na conta de energia. Na bandeira amarela, será cobrado R$ 0,025 a mais por quilowatt-hora (kWh). E, no caso da vermelha, que já foi adotada no último mês de janeiro, o aumento é de R$ 0,055 por kWh.

Na forma como está regulamentado o regime, o adicional por kWh não recebe os descontos previstos para os consumidores que integram a “tarifa social”, penalizando diretamente os consumidores de baixa renda.

Isso significa que uma família que consome 100 Kwh por mês, por exemplo, arcaria com uma cobrança adicional de R$ 5,50 (na nova tarifa), quando a bandeira for vermelha.

A proposta do governador é que os benefícios incidam também sobre o acréscimo, a partir da revogação do § 2º, do art. 3º, do Decreto nº 8.401/2015. Se a proposta for acatada, fará com que a mesma família sofra um aumento de apenas R$ 1,95 (o desconto para a maior faixa da baixa renda é de 65%).

Ainda sobre as bandeiras tarifárias, o Governo de Pernambuco propôs:

• Não aplicar as bandeiras tarifárias a partir do custo da energia despachada pela última usina, e sim pela média de todas as termelétricas, definindo novos limites. Ao selecionar apenas a última usina corre-se o risco de acontecerem distorções;

• Criar mecanismos objetivos para contabilizar quanto cada concessionária de energia irá contribuir para a CCRBT e como será realizado o ressarcimento aos consumidores no momento em que acontecerem as revisões tarifárias.

O Governo de Pernambuco também sugere que na revisão tarifária extraordinária da Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) não seja contabilizado o aumento da tarifa da Itaipu Binacional porque a concessionária não possui contratos com esta empresa.


Fonte: Blog do Inaldo Sampaio