SE EU FOSSE PREFEITO - Coluna de Lenilton Morais

Se eu fosse prefeito, envergonhar-me-ia ao olhar para a praça que fica em frente à minha casa e vê-la totalmente abandonada e povoada por animais pastando em plena luz do dia; se eu fosse prefeito sentir-me-ia mal ao chegar na minha cidade e ver  o trecho de uma avenida todo esburacado e tomado pela  lama; se eu fosse prefeito eu não me sentiria em paz com a minha consciência em andar pelas rua e vê-las esburacadas, tomadas pelo lixo e pela lama, causando desconforto para os seus moradores; se eu fosse prefeito, eu não dormiria tranquilo sabendo que as pessoas carentes padecem nos corredores do hospital; se eu fosse prefeito, eu cuidaria bem da educação, com o olhar e com o coração de professor. 

Se eu fosse prefeito eu trataria bem os servidores municipais,  porque sei que eles são imprescindíveis para a administração e prestariam um serviço de melhor qualidade à população; se eu fosse prefeito  eu não me deixaria levar pela vaidade e pelos vícios do poder, ao ponto de subornar a minha própria consciência e mergulhar no riacho negro da corrupção para pescar riqueza como anzol do povo. 

Mas como eu não sou prefeito, fico apenas a externar toda minha indignação com tudo de ruim que acontece no meu pedacinho de chão, como simples cidadão que sou. Entretanto, não me furto em dizer que para termos um prefeito assim não seria preciso ressuscitar os mortos, nem encomendar um de fora, bastaria apenas que o povo olhasse à sua volta e escolhesse  alguém que pensasse e tivesse consciência  para fazer diferente. 

Se assim fosse e se o povo solenemente apoiasse e votasse sem querer vantagens, firmado apenas no desejo de ver a nossa terra melhorar, aí sim quem sabe eu poderia ser prefeito. E o povo com certeza não se envergonharia de mim.

Por: Lenilton Morais