Polícia Federal usa scanner para investigar morte do promotor Thiago Faria Soares

 
Crime ocorreu na PE-300, em outubro de 2013
A Polícia Federal (PF) usou, nesta quarta-feira (17), um super scanner para fazer uma reprodução simulada no local onde o promotor de Justiça Thiago Faria Soares foi morto, em outubro do ano passado. O crime ocorreu na PE-300, entre Itaíba e Águas Belas, no Agreste do Estado. Quatro pessoas já estão presas por envolvimento no homicídio.

O equipamento, que foi trazido pelo Instituto Nacional de Criminalística de Brasília, transforma fotografias em imagens 3D, contribuindo para fornecer mais detalhes às investigações. Os detalhes do uso do dispositivo devem ser repassados à imprensa nesta quinta (18).

Na última terça (16), três suspeitos foram ouvidos na sede da PF, no Recife. O fazendeiro José Maria Pedro Rosendo Barbosa, apontado como mandante do crime, José Maria Domingos Cavalcante e José Marisvaldo Vitor da Silva fizeram relatos ao delegado Alexandre Alves, separadamente. José Ivanilson Dias Gomes, quarto suspeito, preso no fim de novembro, não foi convocado para a oitiva, mas deve ser chamado em outra ocasião.

Em sua fala mais contundente desde que se entregou, em outubro deste ano, José Maria Rosendo Barbosa disse que as pessoas da região onde ocorreu o crime sabem da sua inocência e que estranha o fato de a noiva do promotor, Mysheva Martins, não estar sendo investigada. Ela e um tio também estavam no carro com o promotor quando o veículo foi alvejado por tiros, mas não foram atingidos.

Fonte: Folha PE