Secretaria de Meio Ambiente e UFPE publicam mapeamento da costa pernambucana

A partir de agora quem for construir à beira-mar de qualquer cidade pernambucana ai sofrer uma fiscalização ais precisa em relação à preservação dos 33 metros contados a partir do ponto da maré mais alta, conhecido como preamar. A melhoria o monitoramento tornou-se possível graças ao mapeamento feito pela Secretaria e Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas), m parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que estabeleceu a linha da costa de Pernambuco (preamar). O estudo, que durou dois anos, além de garantir maior controle do uso do solo vai também tornar mais seguro o monitoramento do avanço marítimo. A ação da Semas foi motivada pela Lei Estadual 14.258/2010, que instituiu a política de gerenciamento costeiro.

Os pesquisadores percorreram os 187 quilômetros da costa pernambucana e o resultado da pesquisa vai permitir um maior controle do uso do solo na área costeira e 13 municípios, do total de 21 que integram a faixa litorânea do Estado. São eles: Goiana, Itamaracá, Igarassu, Paulista, Olinda, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Sirinhaém, Tamandaré, Barreiros e São José da Coroa Grande. As demais cidades, embora tenham influência direta na zona costeira, a exemplo de Moreno e Camaragibe, não têm confrontação direta com o mar e por isso estão fora da lista.

A gestora do gerenciamento costeiro da Semas, Andréa Olinto, explicou que o mapeamento dará mais segurança na preservação do meio ambiente. “Fica claro que a partir da linha estabelecida com a ajuda de GPS tem que ter uma faixa de proteção. Esse trabalho foi feito ponto a ponto, com o empenho de vários profissionais, como engenheiros cartográficos e oceanógrafos”, contou. Antes desse mapeamento, existia apenas a definição de terrenos de marinha, que foi estabelecida em 1831. “Com isso tínhamos dificuldade de estabelecer o limite do preamar. Nem sabíamos mais onde essa linha estava”, disse Andréa.

Para que o trabalho pioneiro do Estado não se torne desatualizado, a cada cinco anos, o levantamento precisará ser refeito. “Quando formos atualizar o estudo teremos condições para apontar se houve avanço ou recuo do mar e até se ocorreram eventos extremos. Se observarmos que está ocorrendo avanço, é a prova que acontece alguma mudança. Ou seja vamos conseguir monitorar a linha com mais precisão”, explicou Andréa Olinto. Além dessa importância ambiental, a delimitação do preamar é fundamental para regular a construções à beira-mar.

O mapeamento servirá de referência para o setor d construção civil, que deverá s basear nos limites definido pelo estudo para execução de obras nas respectivas áreas. O levantamento também agrega valor à Lei de Gerenciamento Costeiro, que prevê a promoção e o apoio a conservação, recuperação e controle de áreas representativas dos ecossistemas. Andréa Olinto ressaltou, ainda que outro ponto importante a indicação das áreas de risco de ondas e marés altas. Referência para nortear também as políticas públicas que tratam do tema e a própria sociedade civil. O mapeamento está disponível no site da secretaria.