Goiana é convidada a participar de comitês para investigar mortes por Aids e sífilis

A Aids e a sífilis têm avançado em Pernambuco. Em um seminário realizado nesta quinta-feira (9), a Secretaria de Saúde apontou para um quadro de epidemias das duas doenças, uma vez que o Estado figura em 10º lugar no ranking nacional da síndrome, com 20,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, e fica em 5º quando a transmissão acontece de mãe para filho. As mortes pelo vírus são, em média, de 500 pessoas por ano. Já a incidência da sífilis congênita chegou a quase mil casos apenas em 2013, o que provocou a morte de 63 crianças no ano passado.
Diante do grave cenário, foram traçadas algumas estratégias junto aos municípios. Uma delas prevê que as oito cidades com as maiores taxas de detecção das enfermidades devem criar, até o final do ano, comitês ou grupos técnicos de investigação sobre mortes em pacientes com o vírus HIV. Esse ponto foi uma indicação do Ministério da Saúde com o objetivo de identificar falhas no controle das doenças, já que o número de casos está crescendo. Dados do programa DST/Aids do Estado apontam que a síndrome cresceu 4% nos últimos dois anos.
Outra medida propõe que as cidades com maiores taxas de detecção devem investigar em que nível se encontra a transmissão vertical - a que acontece de mãe para filho. Os primeiros a serem convocados para essa nova estratégia foram os municípios do Recife, Olinda, Jaboatão, Camaragibe, Paulista, Goiana, Cabo e Ipojuca, que, juntos, concentram cerca de 70% das notificações de Sífilis e HIV.