Escutor Abelardo da Hora morre aos 90 anos


O escultor pernambucano Abelardo da Hora morreu, às 8h49 desta terça-feira (23), por insuficiência cardio respiratória. O artista tinha 90 anos e estava internado há 34 dias no Hospital Memorial São José, no bairro da Boa Vista, no Recife. O velório acontece a partir das 15h, no plenário da Alepe, na Rua da Aurora. O enterro está previsto para às 11h desta quarta (24), no Cemitério de Santo Amaro, Centro do Recife.

Abelardo nasceu dia 31 de julho de 1924, no município de São Lourenço da Mata, e foi radicado recifense na década de 1930. Irmão do cantor Claudionor Germano, o artista plástico, professor, poeta, escultor, desenhista, gravurista e ceramista começou a carreira na década de 1940, quando, à frente do Diretório Acadêmico de Belas Artes, construiu várias trabalhos em cerâmica, jarros florais e pratos, entre 1943 e 1945, na Cerâmica Artista Brennand.

Após passar uma temporada no Rio para fazer parte do Salão Nacional de Belas Artes, Abelardo voltou ao Recife em 1946 e exibiu sua primeira exposição em abril de 1948, na Associação dos Empregados do Comércio de Pernambuco.

Entre suas execuções, o artista criou com o arquiteto Hélio Feijó a Sociedade de Arte Moderna do Recife. Obras de Abelardo inspiradas na cerâmica popular foram postas em várias praças da capital pernambucana a pedido da prefeitura durante os anos 1955 e 1956.

Na década de 1960, Abelardo torna-se diretor da Divisão de Parques e Jardins, secretário de Educação e diretor da Divisão de Artes Plásticas e Artesanato no Recife. Ele fundou também o Movimento de Cultura Popular (MCP), que abrange artes plásticas, música, dança e teatro. O artista publicou também, 1962, o álbum de gravuras "Meninos do Recife".

Abelardo da Hora casou-se em 1948 com a poetiza Margarida Lucena (falecida em 2010) e teve sete filhos: Lenora (1949), Sandra (1950), Lêda (1952), Ana (1954), Sara (1955), Abelardo Filho (1959) e Iuri (1961).