Bancários realizam assembleia e iniciam greve a partir desta terça-feira


A partir desta terça-feira (30), toda a rede bancária pública e privada do Estado entra em greve por tempo indeterminado. A decisão, de acordo com o Sindicato dos Bancários, é uma resposta da categoria para as instituições financeiras, que não atenderam a nenhuma reivindicação da Campanha Salarial 2014. Cerca de 300 profissionais se reuniram na noite desta segunda (29) para organizar o movimento.

Ao todo, o Estado conta com 500 agências bancárias. Se todas pararem, serão 12 mil profissionais de braços cruzados. A entidade que representa os trabalhadores afirma que somente aposentados serão atendidos nos caixas, e apenas para demandas mais simples, como renovação de senha e prova de vida. Os demais serviços só poderão ser realizados nos terminais de autoatendimento.

Para a presidente do Sindicato, Jaqueline Mello, foram os bancos que empurram os bancários à greve. “Só os cinco maiores bancos lucraram cerca de R$ 30 bilhões no primeiro semestre deste ano. Os seja, há condições de sobra para atenderem às nossas reivindicações, que não são apenas econômicas. Precisamos solucionar, também, problemas gravíssimos, como as metas abusivas e o assédio moral”, destaca Jaqueline. Entre as principais reivindicações dos bancários estão o reajuste salarial de 12,5% e a valorização do piso para R$ 2.979,25, valor equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese.

Os bancos ofereceram 7,35% de reajuste (0,94% de aumento real) no salário, na Participação nos Lucros e Resultado (PLR) e nos auxílios, além de 8% (1,55% acima de inflação) de aumento no piso. Para os trabalhadores, a proposta dos bancos não atende a nenhuma reivindicação sobre emprego, saúde, condições de trabalho e outras importantes demandas dos bancários.